Busca por palavra-chave  


A Hebraica de SP em Foco
CIP em destaque
Especial
Fique por dentro
First Class
Histórias Rabínicas
Medicina & Saúde
Sabores & Lembranças
Viver Com Estilo
Links First Class
Colaboradores
Entidades Federadas
Fale Conosco
Glorinha Cohen - Perfil
Produtos Casher - Onde Comprar
 
  “O MAIOR CASTIGO PARA AQUELES QUE NÃO SE INTERESSAM POR POLÍTICA, É QUE SERÃO GOVERNADOS PELOS QUE SE INTERESSAM”.– ARNOLD TOYNBEE.
“QUANDO ALGO REALMENTE BOM LHE ACONTECER, PARE E PENSE A QUEM DEVERIA AGRADECER. ISTO O LEMBRARÁ QUE VOCÊ NÃO SE FEZ SOZINHO”. – BILL BERNBACH.
“O VALOR DE UM HOMEM É MAIS FÁCIL DE RECONHECER NAS PEQUENAS COISAS QUE NAS GRANDES”. – CASTIGLIONE.
“SÓ QUEM APRENDEU O PODER DA CONTRIBUIÇÃO SINCERA E ALTRUÍSTA EXPERIMENTA A ALEGRIA MAIS PROFUNDA DA VIDA”.
“NÃO ESPERE ACUMULAR UMA GRANDE QUANTIA DE DINHEIRO PARA COMEÇAR A DESFRUTÁ-LA. RECOMPENSE VOCÊ MESMO COM BONIFICAÇÕES-SURPRESA”.
“O MODO MAIS IMPORTANTE DE GARANTIR SUCESSO EM QUALQUER RELACIONAMENTO É COMUNICAR-SE COM CLAREZA O TEMPO TODO”.
 

ESPECIAL

RISCOS DE UMA RECAÍDA - IVES GANDRA MARTINS

 

Professor Emérito das Universidades Mackenzie, UNIFIEO, UNIP, UNIFMU, do CIEE/O ESTADO DE SÃO PAULO, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército-ECEME e Superior de Guerra-ESG, Presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP.

 


Em 2002, quando candidato à presidência da República, o presidente Lula atacou o sistema financeiro internacional de forma virulenta, ao ponto de ter obrigado o Presidente Fernando Henrique a buscar um empréstimo ponte de 30 bilhões de dólares junto ao FMI, empréstimo que foi obtido  sem problemas, pois os fundamentos da economia brasileira eram sólidos e a instabilidade dos  mercados  financeiro, cambial e de capitais decorria de questões meramente políticas.

 A acolhida ao pedido do Presidente Fernando Henrique, que gozava e goza de especial prestígio junto  ao FMI,  deu-se, entretanto,  sob a condição de que os quatro candidatos,  que  então postulavam o cargo máximo da Nação,  concordassem em respeitar o acordo que viesse a ser firmado, o que, efetivamente, ocorreu.

O então candidato Lula ateve-se ao compromisso e mudou diametralmente seu discurso, ao ponto de, após eleito,  ter indicado o excelente Henrique Meirelles para presidir o Banco Central.

Graças à sua mudança de postura e  a ter  seguido, na área econômica, rigorosamente o modelo de seu antecessor, o Brasil evoluiu, aproveitou o "boom" econômico internacional, passando a ser um interlocutor respeitável no cenário global. Foi por esta razão que o presidente Lula mereceu do presidente Obama o  reconhecimento expresso na frase: "Este é o cara".

A proximidade do fim de seu mandato, porém, e a pressão de sua "entourage" em eleger uma ex-ativista de radicais movimentos de Esquerda, tem levado o presidente Lula a alguns retrocessos perigosos.

De interlocutor admirado perante os países desenvolvidos, apoiando às teses mais consistentes, não só para a saída da crise, como para a convivência entre as nações, transformou-se, no cenário latino-americano,  em um acólito do histriônico e desequilibrado Presidente Chávez e num subjugado às exigências de nossos vizinhos (Argentina, Paraguai, Equador e Bolívia), com sérios prejuízos  ao País e à imagem  de que desfruta internacionalmente - imagem que  principiou a ser construída no governo anterior e que , sabiamente,  soube aperfeiçoar, nos primeiros sete anos de mandato.

O pior, todavia, é a incoerência que passou a trilhar na política  externa. Recebeu um presidente ditador, que fraudou,  reconhecidamente,  as eleições no Irã, mas  recusou-se a reconhecer  eleições limpas, como foram as de Honduras. Prestigia o presidente violador da Constituição hondurenha, Zelaya, que foi deposto com base nos seus artigos 239, 242 e 272, como bem acentuou o eminente jurista Dalmo Dallari, e aceita cumprimentar ditadores africanos e a conviver, com reverencial admiração, com a mais antiga ditadura da América Latina, que é cubana.

No caso Battisti, corre,  o presidente,  o risco de, ao não extraditá-lo, violar Tratado Internacional com a Itália , por não acatar decisão da Corte Européia, em que nada menos de 27 países estão representados.

A censura à imprensa, que é cada vez maior nas semi-ditaduras venezuelana, boliviana, equatoriana, nicaragüense e até na Argentina, começa, por outro lado, a contaminar setores do governo  que pretendem  ressuscitar o inaceitável Conselho Nacional de Jornalismo,  com base nas conclusões de  um  esvaziado e dirigido congresso sobre os meios de comunicação.

Por fim, pretende polarizar a campanha entre "Esquerda e Direita", entre "ricos e pobres", num debate já obsoleto na história.

Corre, pois, o presidente Lula  - que se houve bem,  nestes sete primeiros anos  - o risco de ter sua imagem desfigurada perante as nações civilizadas,  por este "avanço do retrocesso", ao se transformar num líder vicário, secundário , submisso a tiranetes sulamericanos , dividindo a nação em vez de uni-la, como o fez até hoje,  apenas  para atender  aos reclamos de um grupo de "amigos do rei".

Por ser o presidente Lula um hábil político, espero que detecte a tempo os riscos da recaída. E retome o rumo que lhe deu a popularidade merecidamente ostentada.







Envie essa matéria para um amigo


< voltar


Fale Conosco Todos os direitos reservados © 2006 - GlorinhaCohen.com.br

Developed by